Moldava
Algures imerso no lugarejo,
Neste tempo de aqui,
Do amanhã que não chega
Deste rio de águas calmas que desce afagando o leito
Trespassado com recato
Pelos pilares das suas pontes,
Que enleiam as margens
E saúdam a cidade.
Deste tempo que é meu
E de mais ninguém,
Neste lugar escondido
Onde me isolei,
E guarneci de vivências,
Imerso na ausência
Embevecido pela tua calorosa presença.
Tranquilo e silenciado,
Prezei a música,
Que vertia da tua ponte mais bela.
E enleado pela melodia,
Seguiste sereno rio,
Deixando ecoar a música
Nas tuas margens de mansinho.
Anda,
Vem comigo
Ensina-me a viver.
Voa até ao amor,
Ensina-me a amar,
Na madrugada fria,
Que aconchego me dás meu saudoso rio.
Poema e imagem: Duarte Olim
10 Comments:
...Duarte...que bela sintonia entre este belíssimo poema e esta foto espectacular...que suponho que seja a Madeira...certo?...
Um beijinho*.
Tem uma boa semana.
Que o rio tenha ouvido o teu apelo e te leve, a voar, até ao amor.
Um beijo.
Olá, Duarte,
Já te libertaste do trabalho que te tirava o tempo da escrita, pelo que posso ver. Ainda bem!
O rio é sempre uma imagem tão poderosa de que nos apropriamos para falar de nós.O rio apenas te lembra o que já sabes, mas é tão bom ouvir o correr das águas e sonhar.
Um beijinho
Uma autêntica Ode ao rio Duarte. Os meus parabéns. Gostei mesmo muito. Good to have u back to the writing sessions.
Abraço
Grata pela visita. Gostei muito deste rio..."onde me isolo"...como eu na minha concha ou, por vezes, na minha aldeia...
Não te conhecia. Voltarei...se o Blogspot deixar...(da maneira que isto anda...)
Jinho, BShell
Belo poema escreves nas águas do rio caro Duarte, "nesse tempo que é teu e de mais ninguém..."
E pegando no post da estrela-do-mar, será Praga? (é claro que sei que não é a Madeira).
Abraço
Duarte, aceitei o teu repto. Espero não te desiludir...muito :-)
Um beijo.
...vinha actualizar-me...mas...não há novidades...de qualquer maneira......que este inicio de Primavera...te traga tudo de muito bom...
Um beijinho*.
A nossa alma é como um rio.
Que corre sempre para o mar e
se dispersa na imensidão infinita das águas.
parabens e continua.
MC
Pois é Duarte, os teus amigos não olharam para o título, se não saberiam logo onde é o rio....
rio, umas vezes calmo, outras revolto, onde tudo se reflecte. Como sabes tb tenho um desses.
Beijinho
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